Empréstimo de nome pode ser roubada

26 Julho 2018, 11:23 am

17% dos inadimplentes ficaram com o CPF negativado porque emprestaram seus documentos e 62% arrependeram-se após experiência negativa.

Será que o sentimento de amizade tem limites? Negar ajuda a um amigo próximo ou a um familiar pode ser muito difícil. Mas, quando o assunto é ceder o próprio nome para que outras pessoas façam compras, é quase certo de que se trata de um negócio arriscado, tanto do ponto de vista financeiro quanto afetivo.

Isso acontece por uma razão simples: se a pessoa precisa usar o nome de outros para adquirir algo, significa que ela está sem acesso a crédito (muito provavelmente por ter dívidas atrasadas) ou, então, não tem renda suficiente. O problema é que, se esse amigo ou familiar está em condições difíceis, será que ao pegar o nome emprestado de alguém ele será capaz de honrar seu compromisso?

Para investigar esse assunto mais a fundo, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) foram a campo e entrevistaram brasileiros que estão inadimplentes ou estiveram nessa situação no último ano. O resultado surpreendeu: 17% desses consumidores ficaram negativados porque tiveram a boa vontade de emprestar seus documentos, como CPF ou cartão de crédito, para que terceiros fizessem compras usando seu nome.

A maioria (51%) dessas pessoas tomou a atitude apenas no intuito de ajudar quem estava em uma situação de necessidade e outros 13% ficaram com medo de dizer não diante do pedido. Aliás, a dificuldade de negar a solicitação pode estar ligada ao fato de que grande parte das pessoas que pedem o nome emprestado é do círculo próximo de convivência: 26% são amigos, 21%, parentes, 16%, irmãos, 11%, pais e 9%, namorados.

 

Confira outros dados sobre essa prática que pode parecer bondosa, mas coloca a própria saúde financeira em risco:

 

– 23% dos entrevistados emprestaram o nome sem saber ao menos o valor da compra que seria feita.

 

– 28% das pessoas combinaram o valor que seria gasto antes de emprestar o nome, mas o acordo não foi respeitado.

– Em 25% dos casos, a pessoa desapareceu após usar o nome emprestado e não arcou com os valores. Em média, a dívida superou R$ 1,5 mil.

– 57% admitiram que a relação com a pessoa ficou abalada após o episódio, sendo que em 18% dos casos a amizade foi rompida.

– Após a experiência negativa, 62% não voltariam a emprestar o nome a terceiros.

 

Fonte: Revista Varejo S.A.

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